sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Nuvem vulcânica volta ao Rio Grande do Sul

As cinzas do vulcão chileno Peyehue-Cordón Caulle já estão outra vez sobre o Rio Grande do Sul. Conforme a MetSul Meteorologia, desde as primeiras horas desta sexta-feira, é possível observar a presença das partículas (parte rosada da imagem). Imagens de satélites do começo desta manhã mostravam o material cobrindo as metades Sul e Oeste do Estado.

Ainda segundo a MetSul, as cinzas avançam em baixa altitude, tal como ocorreu no mês de outubro. No entanto, a nuvem vulcânica é muito menos densa do que a que chegou ao Estado há aproximadamente 30 dias.

Os dois principais aeroportos de Buenos Aires, na Argentina, Ezeiza e Aeroparque, não acusam a presença de cinzas na manhã de hoje, mas o material vulcânico é observado no terminal da cidade de Rosário, na província de Santa Fé.

O meteorologista Luiz Fernando Nachtigall observa que não são esperados transtornos nas próximas horas em aeroportos do Cone Sul. Ontem diversos voos foram cancelados ou atrasados em razão das cinzas na Argentina.

Cinzas poderiam encher 925 estádios de futebol

A erupção do vulcão Cordón-Caulle, iniciada em 4 de junho, despejou sobre Neuquén e Rio Negro cerca de 1,46 bilhão de metros cúbicos de cinzas sobre o solo das duas províncias argentinas, o que equivale a aproximadamente 950 milhões de toneladas de material vulcânico.

Os dados constam na pesquisa do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina, que realizou nos últimos meses um mapeamento do impacto das cinzas na Patagônia. “As cinzas que caíram poderiam encher completamente cerca de 925 estádios de futebol como o do River Plate (Monumental de Nuñez) do gramado até o nível mais superior das arquibancadas”, disse o pesquisador do INTA Juan José Gaitán. O trabalho revelou que 97% do território de Rio Negro (19,7 milhões de hectares) registraram acumulação de cinzas enquanto em Neuquén as cinzas caíram sobre 50% da área da província (4,7 milhões de hectares).

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