quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A crise chegará em 2012 ao Brasil?

A crise econômica que atinge os Estados Unidos e a zona do euro ainda não causou estragos por aqui, mas nossos atentos economistas, de prontidão como sempre, já estão aconselhando o Governo Federal a aplicar aquela conhecida receita do FMI para evitar crises econômicas, o famoso corte de gastos públicos. Alguns profetas do apocalipse afirmam que até meados de 2012 o Brasil já estará mergulhado no colapso do capitalismo financeiro. Quando e se isto ocorrer não faltará líderes de federações industriais e comerciais clamando ao governo que não conceda reajustes salariais muito próximos dos índices de inflação. Aumento real e participação nos lucros serão inviáveis, dirão os diretores de grandes corporações. Certamente mais uma vez a classe trabalhadora será convidada a pagar pela irresponsabilidade dos especuladores internacionais. Por isso, talvez, a Central Única dos Trabalhadores, a Força Sindical e outras associações de trabalhadores estão organizando greves de servidores públicos e privados por todo país. Como se sabe a greve é o último recurso que uma direção sindical deve tomar depois de esgotadas as vias de negociação com o representante patronal. Foi com estranheza que algumas pessoa receberam as notícias das greves dos correios, dos bancários, da polícia civil e de outras categorias. Talvez por precaução os representantes dos trabalhadores estejam se antecipando a crise e pleiteando bons reajustes enquanto a economia brasileira está aquecida. Até porque, quando a classe trabalhadora se nega a pagar as crises burguesas, como estão fazendo os gregos, é comum que os governantes derrubem o peso do Estado com todo o aparelho policial sobre os manifestantes. Ao contrário do que os pós- graduados em Harvard pregam, corte de gastos públicos só aumenta a crise. Quase toda obra pública gera muitos empregos e movimenta a economia da localidade onde ela ocorre. Se você interrompe as obras e demite ou deixa de contratar servidores, engrossa as filas de desempregados. Para salvaguardar o Brasil da crise é preciso sobretaxar o lucro dos bancos e das grandes corporações e com o dinheiro arrecadado formar um fundo para emergências econômicas, fazendo com que a elite pague pelas crises que ela mesma produz. Enquanto isso não acontecer, medidas como redução dos juros e maior oferta de crédito subsidiado para a indústria e pequenos empreendedores, propostas pelo ministro da economia Guido Mantega amenizarão os efeitos da irresponsabilidade capitalista.

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