A 57ª Feira do Livro foi aberta oficialmente no fim da tarde desta sexta, no Teatro Sancho Pança, do Cais do Porto, com a presença da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, representando a presidente Dilma Rousseff. Na abertura, a Feira honrou a palavra que mais a define: democrática. Todos tiveram voz, desde a ministra até um grupo de 80 estudantes que protestava contra o Enem e acompanhou o cortejo de abertura do Cais até a Praça de Autógrafos, sob comando da sineta do xerife Julio La Porta.
A palavra transitou primeiro pelo discurso do presidente da Câmara do Livro (CRL), João Carneiro, que falou dos desafios de ampliar o acesso ao livro e à leitura. “Há ainda aqueles que precisam ser estimulados, que devem descobrir a Feira”, ressaltou.
O patrono da 56ª Feira, Paixão Côrtes, se despediu da função, cantando “Prenda Minha” para homenagear Jane Tutikian, que recebeu o troféu e o cargo. Jane se emocionou quando, evocando Luís de Camões, pediu a Deus “engenho e arte”. “Que Deus me dê inspiração e capacidade para fazer honrar ao sempre patrono Paixão Côrtes e aos que deram grandeza à Feira.”
A CRL homenageou a Fundação Biblioteca Nacional com a Comenda Ordem dos Jacarandás pelos seus 200 anos. O presidente da FBN, Galeno Amorim, frisou que a responsabilidade cresce. “Esta feira tem impacto enorme no povo. Não conheço nenhum lugar do mundo que abrace sua feira com tanto orgulho.”
O prefeito José Fortunati exaltou a ampliação dos passeios da Feira com obras do Monumenta. “É a feira mais democrática do mundo.” A ministra Ana de Hollanda enumerou programas do MinC como “Livro Popular”, “Agentes de Leitura” e “Circuito de Feiras do Livro”. O governador Tarso Genro elogiou a liberdade de acesso ao livro, acima de censura e totalitarismos.
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