A morte do cofundador da Apple Steve Jobs repercutiu nesta quinta-feira no mundo todo. Personalidades internacionais lamentaram a perda, entre elas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Fãs foram às ruas de várias cidades do mundo para homenagear o criador de produtos como Macintosh, iPod, iPhone e iPad.
"Steve era um dos maiores inventores americanos, suficientemente valente para pensar diferente, suficientemente ousado para acreditar que podia mudar o mundo e suficientemente talentoso para conseguir isso", afirmou o presidente Barack Obama em um comunicado, no qual expressou tristeza com a morte. "O mundo perdeu um visionário e não pode haver maior tributo ao sucesso de Steve que o fato de que boa parte do mundo soube de sua morte através de um dos vários dispositivos que ele inventou", completou o presidente americano.
"Os Estados Unidos perderam um gênio que será lembrado como Edison ou Einstein, e cujas ideias darão forma ao mundo durante várias gerações", afirmou o prefeito de Nova Iorque, Michael Bloomberg, ao comentar a morte do homem que levou ao sucesso a empresa da maçã, e que mudou a forma de viver de milhares de pessoas em todo o mundo.
"Cada um de nós está rodeado diariamente de produtos dos quais ele foi o gênio criativo. Não é um excesso dizer que ele literalmente mudou o mundo", afirmou a primeira-ministra australiana, Julia Gillard.
"A Apple perdeu um visionário e um gênio criativo, e o mundo perdeu um ser humano incrível", afirmou o atual diretor-geral do grupo, Tim Cook, em um e-mail divulgado ao público e que enviou a todos os seus funcionários.
"Profundamente triste", disse Bill Gates, o fundador da Microsoft, considerando que a influência deixada no mundo por Steve Jobs será sentida "durante várias gerações".
O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, agradeceu Jobs "por ter sido um mentor e um amigo". "Obrigado por mostrar que a obra de alguém pode mudar o mundo".
Jobs
Nascido em San Francisco no dia 24 de fevereiro de 1955, Jobs sofria de graves problemas de saúde há vários anos. Convivia desde 2004 com uma rara forma de câncer de pâncreas e realizou um transplante de fígado em 2009.
De licença médica desde janeiro, Jobs comunicou sua renúncia ao posto de diretor-geral da Apple em 24 de agosto, cedendo as rédeas da empresa ao número dois, Tim Cook. "Steve deixa para trás uma empresa que apenas ele poderia ter construído, e seu espírito continuará para sempre o pilar da Apple", destacou Cook.
Sua morte produziu um fluxo ininterrupto de reações nas redes sociais Twitter e Facebook, onde seus seguidores, de estrelas de cinema a políticos ou anônimos, homenagearam o "incrível criador".
Cerca de 35 milhões de mensagens foram emitidas até o meio-dia desta quinta-feira na China em memória ao fundador da Apple no principal serviço de microblogs do país, Sina Weibo, enquanto os clientes da empresa se reuniam em frente às lojas Apple para homenageá-lo.
G.S. Choi, o chefe do gigante sul-coreano Samsung Electronics, rendeu tributo ao seu grande rival: "ele introduziu muitas mudanças revolucionárias no setor das tecnologias da informação e era um grande empresário".
No Japão, Howard Stringer, diretor-geral da empresa japonesa Sony, destacou que "a era digital perdeu sua estrela, mas a inovação e a criatividade de Steve seguirão inspirando sonhadores e pensadores durante gerações".
Inovações em vários setores
Jobs é considerado o responsável pelas revoluções causadas pela Apple em vários mercados na última década, como a criação do iPod, que mudou drasticamente o mercado musical, do iPhone, responsável por alavancar o setor de celulares inteligentes, e, mais recentemente o tablet iPad.
Isso sem falar nos computadores Mac, que influenciaram bastante os produtos da Microsoft, rival direta que desenvolve o sistema operacional Windows. E também não dá para esquecer do cinema: o primeiro longa metragem produzido inteiramente com computação, Toy Story, foi produzido quando Steve Jobs era o chefe do estúdio Pixar, também responsável por outros sucessos como Vida de Inseto e Procurando Nemo.
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