Em um dos compromissos mais importantes para o governo federal no Estado, a presidente Dilma Rousseff inaugurou, na tarde desta sexta-feira, 110 novos leitos de atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Universitário da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas.
Dilma destacou a importância da parceria entre a prefeitura municipal e o Sistema de Saúde Mãe de Deus, que assumiram recentemente a gerência da instituição. “Essa cerimônia evidencia o que é um sistema de saúde de qualidade: é levar ao SUS um padrão que nós estamos acostumados a usar, que é o padrão dos hospitais privados”, afirmou.
A presidente classificou a parceria entre setor privado e público como “criativa” e elogiou algumas vezes o prefeito, a quem qualificou como “excelente gestor”. “Um sistema do porte do SUS tem que dar conta de três elementos: ser universal, gratuito e de qualidade. Geralmente ou é de qualidade ou é universal; ou é pago ou é de qualidade”, disse.
“Assistimos durante dois anos o presidente (dos Estados Unidos Barack) Obama lutar pra provar algo que nos reconhecemos desde 1988. Nós estamos na frente? Estamos sim, porque aqui no Brasil ninguém ousa dizer que a saúde não deve ser universal e gratuita. E os que pensam que não deve ficam calados, porque a sociedade brasileira não aceitaria isso”, completou.
A presidente destacou que a melhora no atendimento a pacientes do SUS é uma espécie de exigência de um “ciclo virtuoso” que elevou “uma Argentina inteira” (cerca de 40 milhões de pessoas) à classe média desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Enquanto o Brasil era feito para poucos, era possível governar e estar fora do sistema público. Agora você governa para pessoas que usam esse serviço, têm clareza da necessidade de qualidade”, disse. “É porque o País deu um passo à frente que vai ser imperdoável pro gestor não fornecer saúde pública eficiente."
Com um investimento mensal de R$ 2,2 milhões a partir de outubro, o hospital passará a ter 285 leitos do SUS. O prédio está em processo de transferência para a União como forma de pagamento de dívidas da Ulbra. Depois, ele deverá ser cedido à prefeitura de Canoas. Atualmente, a gestão assistencial, administrativa e financeira está delegada ao Mãe de Deus.
Esse Blog foi elaborado para provar que uma simples mulher, quando quer pode estar sempre bem informada sobre os mais variados temas do seu dia a dia. Da política ao esporte, passando por dicas de saúde, novidades da moda,artes,comportamento e até uma boa charge. Este é o meu foco e vou aprendendo a cada dia. Conto com todos para me ajudar nessa nova empreitada.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Ministro descarta novo imposto para financiar saúde no País
Alexandre Padilha defendeu o aumento na tributação do tabaco, das bebidas, de carros e de motocicletas
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, descartou a criação de um novo imposto para o financiamento da saúde pública no País. Padilha garantiu, em entrevista coletiva em Canoas, que em nenhum momento a presidente Dilma Rousseff falou nessa possibilidade, mas apenas criticou o fato de, segundo ela, os recursos da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não terem sido aplicados no custeio ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como previsto. A regulamentação da Emenda 29, que fixa percentuais mínimos para União, Estados e municípios investirem na área, será votada no dia 28 sem a definição sobre a origem dos recursos.
Padilha defendeu o aumento na tributação do tabaco, das bebidas, de carros e de motocicletas para financiar o atendimento médico gratuito no País, devido ao impacto financeiro que causam nos hospitais públicos (doenças decorrentes do cigarro e do álcool e acidentes de trânsito). Além disso, ele defendeu a destinação de parte dos recursos do pré-sal e do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT).
O ministro alertou ainda que o texto atual da emenda, que tramita no Congresso Nacional, vai tirar R$ 6 bilhões da saúde, em função da fórmula de cálculo utilizada. “Eu já fiz esse alerta”, disse. A presidente Dilma Rousseff admitiu, também em Canoas, sobre a necessidade de ampliar a receita para a área da saúde sem aumentar impostos. Eles estiveram no município para entregar 110 novos leitos SUS no Hospital da Ulbra.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, descartou a criação de um novo imposto para o financiamento da saúde pública no País. Padilha garantiu, em entrevista coletiva em Canoas, que em nenhum momento a presidente Dilma Rousseff falou nessa possibilidade, mas apenas criticou o fato de, segundo ela, os recursos da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) não terem sido aplicados no custeio ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como previsto. A regulamentação da Emenda 29, que fixa percentuais mínimos para União, Estados e municípios investirem na área, será votada no dia 28 sem a definição sobre a origem dos recursos.
Padilha defendeu o aumento na tributação do tabaco, das bebidas, de carros e de motocicletas para financiar o atendimento médico gratuito no País, devido ao impacto financeiro que causam nos hospitais públicos (doenças decorrentes do cigarro e do álcool e acidentes de trânsito). Além disso, ele defendeu a destinação de parte dos recursos do pré-sal e do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT).
O ministro alertou ainda que o texto atual da emenda, que tramita no Congresso Nacional, vai tirar R$ 6 bilhões da saúde, em função da fórmula de cálculo utilizada. “Eu já fiz esse alerta”, disse. A presidente Dilma Rousseff admitiu, também em Canoas, sobre a necessidade de ampliar a receita para a área da saúde sem aumentar impostos. Eles estiveram no município para entregar 110 novos leitos SUS no Hospital da Ulbra.
Servidores da saúde encerram a greve em Porto Alegre
Em assembleia geral realizada na manhã de ontem, os servidores municipários da saúde decidiram aceitar a proposta do prefeito José Fortunati e pôr fim a greve, que durou 11 dias. As atividades serão retomadas a partir deste sábado, no caso dos profissionais de plantão, e a partir de segunda-feira em todos os postos de saúde, pronto-atendimentos e hospitais.
A diretora-geral do Sindicato dos Municipários da Capital (Simpa), Carmen Padilha, disse que a greve resultou em vitórias importantes à categoria. “Os servidores conseguiram o compromisso do prefeito de discutir o plano de carreira até o final do ano. Esta é a maior vitória”, destacou.
Nos próximos dias, será formada uma comissão para discutir a forma de implementação da carga horária de 30 horas, com manutenção dos salários. “Queremos que o projeto assegure o que vem ocorrendo há duas décadas”, disse.
Além disso, o recuo do governo em não punir os grevistas também representa um avanço importante e fez com que a categoria revisse o movimento de greve. Em relação aos dias parados, a prefeitura descontará do salário base quatro dias úteis – sem prejuízo às gratificações. Já os dois dias de setembro serão abonados. Isso ocorrerá por meio de projeto de lei que será enviado à Câmara Municipal.
Carmen comemorou o fim da greve, principalmente pelo fato de que marca o desfecho de um “debate desgastante” com o governo. Outro ponto importante é o fato de que os usuários não serão mais prejudicados. “Temos consciência de que a mobilização trouxe problemas”, observou.
Para o prefeito José Fortunati, a proposta visa restabelecer o pleno atendimento à população, o qual está prejudicado nos postos de saúde. "Essa é uma clara demonstração de que estamos dispostos a fazer com que todo cidadão receba o serviço que necessita, respeitando o servidor ao evitar impactos negativos para sua carreira e respeitando a sociedade, que foi privada de um atendimento tão fundamental como a saúde", destacou o prefeito.
A diretora-geral do Sindicato dos Municipários da Capital (Simpa), Carmen Padilha, disse que a greve resultou em vitórias importantes à categoria. “Os servidores conseguiram o compromisso do prefeito de discutir o plano de carreira até o final do ano. Esta é a maior vitória”, destacou.
Nos próximos dias, será formada uma comissão para discutir a forma de implementação da carga horária de 30 horas, com manutenção dos salários. “Queremos que o projeto assegure o que vem ocorrendo há duas décadas”, disse.
Além disso, o recuo do governo em não punir os grevistas também representa um avanço importante e fez com que a categoria revisse o movimento de greve. Em relação aos dias parados, a prefeitura descontará do salário base quatro dias úteis – sem prejuízo às gratificações. Já os dois dias de setembro serão abonados. Isso ocorrerá por meio de projeto de lei que será enviado à Câmara Municipal.
Carmen comemorou o fim da greve, principalmente pelo fato de que marca o desfecho de um “debate desgastante” com o governo. Outro ponto importante é o fato de que os usuários não serão mais prejudicados. “Temos consciência de que a mobilização trouxe problemas”, observou.
Para o prefeito José Fortunati, a proposta visa restabelecer o pleno atendimento à população, o qual está prejudicado nos postos de saúde. "Essa é uma clara demonstração de que estamos dispostos a fazer com que todo cidadão receba o serviço que necessita, respeitando o servidor ao evitar impactos negativos para sua carreira e respeitando a sociedade, que foi privada de um atendimento tão fundamental como a saúde", destacou o prefeito.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Mendes quer transformar Embrapa no RS em central sanitária no Mercosul
Uma das primeiras metas do novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, é transformar a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Rio Grande do Sul em uma central virtual de pesquisa sanitária animal para o Mercosul. A declaração foi feita durante a passagem pela Expointer, em Esteio, nesta quinta-feira.
Segundo o ministro, esse fortalecimento da Embrapa é crucial para garantir mercados internacionais para o setor agropecuário. A ideia é que a empresa busque parcerias no Mercosul, a exemplo do que já ocorre na África. O Estado servirá de base para esse projeto, conforme Mendes, porque é uma grande fronteira.
O ministro falou também sobre a liberação de recursos, em forma de convênios, para o Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). A expectativa é de que a adesão do governo gaúcho seja anunciada junto com o governador Tarso Genro. Mendes deve se reunir ainda hoje com produtores no estande da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, no Parque de Exposições Assis Brasil.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, cancelou a vinda à Expointer para inauguração do Pavilhão da Agricultura Familiar hoje. Ele será representado pelo secretário nacional da Agricultura Familiar, Laudemir André Muller.
Segundo o ministro, esse fortalecimento da Embrapa é crucial para garantir mercados internacionais para o setor agropecuário. A ideia é que a empresa busque parcerias no Mercosul, a exemplo do que já ocorre na África. O Estado servirá de base para esse projeto, conforme Mendes, porque é uma grande fronteira.
O ministro falou também sobre a liberação de recursos, em forma de convênios, para o Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). A expectativa é de que a adesão do governo gaúcho seja anunciada junto com o governador Tarso Genro. Mendes deve se reunir ainda hoje com produtores no estande da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, no Parque de Exposições Assis Brasil.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, cancelou a vinda à Expointer para inauguração do Pavilhão da Agricultura Familiar hoje. Ele será representado pelo secretário nacional da Agricultura Familiar, Laudemir André Muller.
Após protesto na Capital, PMs cogitam paralisação
Os policiais militares (PMs) gaúchos não descartam começar uma paralisação ou uma operação padrão para pressionar o governo do Estado a aumentar o índice de reajuste dos salários. O presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf) dos cabos e soldados, Leonel Lucas, disse à Rádio Guaíba, nesta quinta-feira, que a categoria se reunirá com uma comissão formada pela Casa Civil e pelas secretarias da Segurança, da Administração e da Fazenda nesta manhã. “Nós estamos dispostos a negociar, o governo é que não quer”, afirmou Lucas.
Durante a madrugada, novos protestos com pneus queimados foram registrados na Capital e no interior. No entanto, segundo o presidente da entidade, somente as manifestações ocorridas no início do mês foram feitas por policiais. A grande maioria das demais, conforme ele, seria “fogo amigo do governo”. Lucas lembrou que, quando começaram as conversas com o governo, a associação pediu “uma trégua” para os manifestantes. “Vamos acalmar. Nós temos que ser conscientes.” Contudo, há uma grande insatisfação dos servidores.
“Os brigadianos estão indignados com essa questão. O governador prometeu que, quando assumisse, daria um aumento escalonado, até 2014, e chegaria a R$ 3,2mil. A bolsa formação que ele fez como ministro, iria se tornar salário, mas 9 mil brigadianos perderam essa bolsa”, explicou Lucas.
Porto Alegre
Durante a madrugada, a avenida Mauá foi bloqueada, em Porto Alegre, com uma barreira de nove pneus queimados localizada próxima à rua Chaves Barcellos, no Centro da Capital. Pelo menos três das quatro pistas da avenida ficaram interrompidas, mas o fluxo de veículos não foi comprometido. No muro de proteção da linha da Trensurb, foram colocadas duas faixas com os dizeres: “Bem vindo a Porto Alegre, a capital onde os Policiais Militares ganham o pior salário do Brasil – A Brigada vai parar” e “Governador – chega de esmola – salário digno já”.
Durante a madrugada, novos protestos com pneus queimados foram registrados na Capital e no interior. No entanto, segundo o presidente da entidade, somente as manifestações ocorridas no início do mês foram feitas por policiais. A grande maioria das demais, conforme ele, seria “fogo amigo do governo”. Lucas lembrou que, quando começaram as conversas com o governo, a associação pediu “uma trégua” para os manifestantes. “Vamos acalmar. Nós temos que ser conscientes.” Contudo, há uma grande insatisfação dos servidores.
“Os brigadianos estão indignados com essa questão. O governador prometeu que, quando assumisse, daria um aumento escalonado, até 2014, e chegaria a R$ 3,2mil. A bolsa formação que ele fez como ministro, iria se tornar salário, mas 9 mil brigadianos perderam essa bolsa”, explicou Lucas.
Porto Alegre
Durante a madrugada, a avenida Mauá foi bloqueada, em Porto Alegre, com uma barreira de nove pneus queimados localizada próxima à rua Chaves Barcellos, no Centro da Capital. Pelo menos três das quatro pistas da avenida ficaram interrompidas, mas o fluxo de veículos não foi comprometido. No muro de proteção da linha da Trensurb, foram colocadas duas faixas com os dizeres: “Bem vindo a Porto Alegre, a capital onde os Policiais Militares ganham o pior salário do Brasil – A Brigada vai parar” e “Governador – chega de esmola – salário digno já”.
Orlando Silva podia sair na "faxina" de Dilma, diz senador
Oposição quer convocar ministro do Esporte para dar explicações sobre convênio fantasma
Faltando apenas três anos para a Copa do Mundo de 2014, o ministro do Esporte, Orlando Silva, não conseguiu erguer nenhum estádio de futebol, mas coleciona escândalos envolvendo o dinheiro público. O mais novo é um convênio no valor de R$ 6,2 milhões, assinado a toque de caixa no final do ano passado, e que até agora não saiu do papel. Mas o dinheiro sim.
Com o objetivo de cadastrar torcidas organizadas para a Copa, Silva contratou, sem licitação, o Sindafebol (Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas), entidade comandada pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo na quarta-feira.
Em sua justificativa, o ministério afirma que “o projeto traz em seu contexto que é preciso aproveitar a mobilização nacional para mudar o ambiente social, a cultura e o comportamento que existe em torno do futebol como uma ação de preparação do Brasil para a Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo Fifa 2014.”
O problema começa já com a habilitação do Sindafebol para prestar o serviço. De acordo com o jornal, o ministério recomendou a contratação da entidade com base em uma declaração de capacidade técnica apresentada pelo próprio sindicato. Mas Contursi, ainda de acordo com a publicação, reconhece que não tem capacidade para tocar um projeto como esse.
Para piorar o quadro desenhado por Orlando Silva, o Sindafebol decidiu subcontratar outras empresas para desempenhar o trabalho pelo qual havia fechado o convênio. Segundo o jornal, o sindicato repassaria R$ 3,3 milhões à empresa Mowa Sports para desenvolver o software do cadastramento, locação de equipamentos eletrônicos, entre outras coisas.
Outra empresa, a Closer Soluções Inteligentes e Consultoria Empresarial, receberia R$ 1,3 milhão dos cofres públicos pelo fornecimento de mão de obra, incluindo atendentes, supervisores e coordenadores, para o cadastramento das torcidas organizadas em todo o país. Procuradas, as duas empresas negaram ter assinado qualquer contrato com o Sindafebol.
Convocação
No Congresso, as denúncias serviram para aumentar o coro dos que pedem a instalação da CPI da Corrupção, para apurar todos os possíveis malfeitos cometidos dentro do governo. Especificamente entre a oposição, no entanto, o discurso contra Orlando Silva é de rechaço, como afirma o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). "O ministro é enrolado há muito tempo. Ele tem um monte de coisa esquisita desde a época em que trabalhava com o Agnelo [Queiroz, ex-ministro] no ministério. Ninguém entendeu porque a Dilma não o incluiu no pacote da faxina, porque são várias denúncias contra ele, o tempo todo. A agilidade que ele não tem para concluir as obras das Olimpíadas e da Copa, retardando para poder fazer aditivos, ele demonstrou agora nesse sumidouro do dinheiro público, que é gasto com fantasma."
O clima não é favorável nem mesmo entre os governistas. O senador Humberto Costa (PT-SP), líder do governo na Casa, afirmou que espera uma explicação do ministro sobre as denúncias. O discurso foi acompanhado pelo líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG). "Eu sempre fui a favor de que todas as denúncias têm de ser apuradas. Eu defendi a apuração das coisas no Ministério dos Transportes, trouxe as pessoas para fazerem esclarecimentos na Câmara, e até assinei a CPI da Corrupção. Um homem público tem de dar explicações, senão não é um homem público."
O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira, afirmou ao R7 que vai apresentar uma representação na PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ministro e pedir ao Ministério Público abertura de inquérito. Além disso, vai requerer ao TCU (Tribunal de Contas da União) uma auditoria especial no contrato, com pedido de medida cautelar congelando o uso do dinheiro. "Vamos convocar o Orlando Silva para falar nas comissões de Fiscalização e Controle e na de Desporto e Turismo. Isso já era esperado. Os problemas com ele se sucedem."
Explicações
A Controladoria-Geral da União (CGU) também está atenta ao convênio. No mesmo dia da publicação da reportagem pelo jornal, o órgão do governo responsável pela fiscalização dos contratos solicitou esclarecimentos do ministro sobre a liberação dos R$ 6,2 milhões.
De acordo com nota da assessoria da CGU, o ministro Jorge Hage requisitou esclarecimentos e cópia do convênio para analisar se houve algum tipo de desvio na destinação da verba.
No fim da noite de quarta-feira, o Ministério do Esporte divulgou uma nota rebatendo as denúncias. Afirmou que vai convocar uma reunião com o Sindafebol para esta quinta-feira para examinar com a entidade a continuidade do convênio e das condições de sua execução.
Faltando apenas três anos para a Copa do Mundo de 2014, o ministro do Esporte, Orlando Silva, não conseguiu erguer nenhum estádio de futebol, mas coleciona escândalos envolvendo o dinheiro público. O mais novo é um convênio no valor de R$ 6,2 milhões, assinado a toque de caixa no final do ano passado, e que até agora não saiu do papel. Mas o dinheiro sim.
Com o objetivo de cadastrar torcidas organizadas para a Copa, Silva contratou, sem licitação, o Sindafebol (Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas), entidade comandada pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo na quarta-feira.
Em sua justificativa, o ministério afirma que “o projeto traz em seu contexto que é preciso aproveitar a mobilização nacional para mudar o ambiente social, a cultura e o comportamento que existe em torno do futebol como uma ação de preparação do Brasil para a Copa das Confederações 2013 e da Copa do Mundo Fifa 2014.”
O problema começa já com a habilitação do Sindafebol para prestar o serviço. De acordo com o jornal, o ministério recomendou a contratação da entidade com base em uma declaração de capacidade técnica apresentada pelo próprio sindicato. Mas Contursi, ainda de acordo com a publicação, reconhece que não tem capacidade para tocar um projeto como esse.
Para piorar o quadro desenhado por Orlando Silva, o Sindafebol decidiu subcontratar outras empresas para desempenhar o trabalho pelo qual havia fechado o convênio. Segundo o jornal, o sindicato repassaria R$ 3,3 milhões à empresa Mowa Sports para desenvolver o software do cadastramento, locação de equipamentos eletrônicos, entre outras coisas.
Outra empresa, a Closer Soluções Inteligentes e Consultoria Empresarial, receberia R$ 1,3 milhão dos cofres públicos pelo fornecimento de mão de obra, incluindo atendentes, supervisores e coordenadores, para o cadastramento das torcidas organizadas em todo o país. Procuradas, as duas empresas negaram ter assinado qualquer contrato com o Sindafebol.
Convocação
No Congresso, as denúncias serviram para aumentar o coro dos que pedem a instalação da CPI da Corrupção, para apurar todos os possíveis malfeitos cometidos dentro do governo. Especificamente entre a oposição, no entanto, o discurso contra Orlando Silva é de rechaço, como afirma o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). "O ministro é enrolado há muito tempo. Ele tem um monte de coisa esquisita desde a época em que trabalhava com o Agnelo [Queiroz, ex-ministro] no ministério. Ninguém entendeu porque a Dilma não o incluiu no pacote da faxina, porque são várias denúncias contra ele, o tempo todo. A agilidade que ele não tem para concluir as obras das Olimpíadas e da Copa, retardando para poder fazer aditivos, ele demonstrou agora nesse sumidouro do dinheiro público, que é gasto com fantasma."
O clima não é favorável nem mesmo entre os governistas. O senador Humberto Costa (PT-SP), líder do governo na Casa, afirmou que espera uma explicação do ministro sobre as denúncias. O discurso foi acompanhado pelo líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG). "Eu sempre fui a favor de que todas as denúncias têm de ser apuradas. Eu defendi a apuração das coisas no Ministério dos Transportes, trouxe as pessoas para fazerem esclarecimentos na Câmara, e até assinei a CPI da Corrupção. Um homem público tem de dar explicações, senão não é um homem público."
O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira, afirmou ao R7 que vai apresentar uma representação na PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ministro e pedir ao Ministério Público abertura de inquérito. Além disso, vai requerer ao TCU (Tribunal de Contas da União) uma auditoria especial no contrato, com pedido de medida cautelar congelando o uso do dinheiro. "Vamos convocar o Orlando Silva para falar nas comissões de Fiscalização e Controle e na de Desporto e Turismo. Isso já era esperado. Os problemas com ele se sucedem."
Explicações
A Controladoria-Geral da União (CGU) também está atenta ao convênio. No mesmo dia da publicação da reportagem pelo jornal, o órgão do governo responsável pela fiscalização dos contratos solicitou esclarecimentos do ministro sobre a liberação dos R$ 6,2 milhões.
De acordo com nota da assessoria da CGU, o ministro Jorge Hage requisitou esclarecimentos e cópia do convênio para analisar se houve algum tipo de desvio na destinação da verba.
No fim da noite de quarta-feira, o Ministério do Esporte divulgou uma nota rebatendo as denúncias. Afirmou que vai convocar uma reunião com o Sindafebol para esta quinta-feira para examinar com a entidade a continuidade do convênio e das condições de sua execução.
Pelaipe confia em ascenção, mas afirma: “Não sou mãe Dinah”
O Grêmio traz de São Paulo mais uma derrota na bagagem. Dessa vez, o insucesso ocorreu diante do Corinthians, por 3 a 2, nessa quarta-feira, no estádio Pacaembu. O diretor-executivo do clube, Paulo Pelaipe, afirmou que a equipe quer crescer no Brasileirão, mas o dirigente deixou claro que o campeonato precisa ser encarado “jogo a jogo”. “Não sou mãe Dinah para dizer onde Grêmio vai chegar na competição”, disse ele, após a partida. “É bom salientar que estamos ainda em evolução e mais uma vez tivemos indignação e vergonha na cara. É isso que nós queremos aqui: um time competitivo”, acrescentou.
A exemplo do presidente Paulo Odone e dos jogadores gremistas, Pelaipe também não gostou da arbitragem de André Luiz Castro. No entanto, explicou que a derrota sofrida teve duas causas. “O juiz falhou e nós falhamos”, reconheceu. “No momento em que jogávamos bem e controlávamos a partida, sofremos o segundo gol em um contra-ataque. Em seguida, levamos o terceiro, mas o time teve forças para suplantar as adversidades e ao menos descontar”, ponderou.
Mesmo com resultado negativo – o terceiro sob o comando de Celso Roth –, Pelaipe ainda acredita no crescimento da equipe no Brasileirão. O dirigente citou dois jogadores titulares, que realizaram uma boa apresentação diante do Corinthians e serão fundamentais para o Grêmio no decorrer da competição. “O Victor e o Douglas são grandes jogadores. Eles continuam trabalhando forte com o preparador de goleiros Francisco Cersósimo e com o professor Paulo Paixão. Eles passaram por um mau momento, mas futebol é assim. Hoje eles mostraram que a comissão técnica estava certa em prestigiá-los.”
A exemplo do presidente Paulo Odone e dos jogadores gremistas, Pelaipe também não gostou da arbitragem de André Luiz Castro. No entanto, explicou que a derrota sofrida teve duas causas. “O juiz falhou e nós falhamos”, reconheceu. “No momento em que jogávamos bem e controlávamos a partida, sofremos o segundo gol em um contra-ataque. Em seguida, levamos o terceiro, mas o time teve forças para suplantar as adversidades e ao menos descontar”, ponderou.
Mesmo com resultado negativo – o terceiro sob o comando de Celso Roth –, Pelaipe ainda acredita no crescimento da equipe no Brasileirão. O dirigente citou dois jogadores titulares, que realizaram uma boa apresentação diante do Corinthians e serão fundamentais para o Grêmio no decorrer da competição. “O Victor e o Douglas são grandes jogadores. Eles continuam trabalhando forte com o preparador de goleiros Francisco Cersósimo e com o professor Paulo Paixão. Eles passaram por um mau momento, mas futebol é assim. Hoje eles mostraram que a comissão técnica estava certa em prestigiá-los.”
“O Inter briga pelo título”, garante Luigi
Giovanni Luigi tem planos ousados. Ainda que o Inter esteja na modesta 10ª colocação do Campeonato Brasileiro – a 12 pontos do líder Corinthians – o presidente colorado garante: “O Inter briga pelo título”. Para justificar a confiança, ele ressaltou a manutenção de jogadores como Leandro Damião e Juan, a afirmação de Elton e Muriel e o maior tempo para trabalhar que a comissão técnica terá na segunda metade da competição, quando o clube não precisará disputar outro torneio simultaneamente.
“Com todos os problemas que eventualmente a gente teve no primeiro turno, nós ficamos a poucos pontos da zona da Libertadores”, citou o dirigente, após o empate por 3 a 3 contra o Santos, nessa quarta-feira, resultado que ele mesmo definiu como “preocupante” e que deixa “um gosto amargo”. Para subir na tabela, Luigi aposta no tempo maior que Dorival Júnior terá para por em prática suas ideias. “A partir da semana que vem faremos apenas um jogo por semana”, destacou.
Mas o grande trunfo do presidente do Inter é o grupo que o técnico tem à disposição. “Isso me dá certeza de que vamos fazer um segundo turno muito bom”, afirmou. “Num grande esforço da direção, o Inter manteve todos os seus jogadores”, continuou, referindo-se ao fim da janela de transferências com o mercado europeu. Também justificou o otimismo com as recentes atuações de alguns atletas: “Quem era o Elton no início do Campeonato Brasileiro? E o Muriel? O próprio Nei vem numa crescente. Eu tenho certeza que nós teremos um grande segundo turno.”
Pela confiança no grupo, o dirigente não se mostrou preocupado com o elevado número de desfalques que o Inter terá na próxima rodada, quando enfrenta o Ceará, em Fortaleza, no domingo: “O Inter tem grupo e opções para todas as posições”. Os zagueiros Bolívar e Índio, o volante Elton e o atacante Leandro Damião levaram o terceiro cartão amarelo contra o Santos e cumprem suspensão automática. O meia D’Alessandro, lesionado, é outra baixa. “Temos um grupo qualificado”, ressaltou.
“Com todos os problemas que eventualmente a gente teve no primeiro turno, nós ficamos a poucos pontos da zona da Libertadores”, citou o dirigente, após o empate por 3 a 3 contra o Santos, nessa quarta-feira, resultado que ele mesmo definiu como “preocupante” e que deixa “um gosto amargo”. Para subir na tabela, Luigi aposta no tempo maior que Dorival Júnior terá para por em prática suas ideias. “A partir da semana que vem faremos apenas um jogo por semana”, destacou.
Mas o grande trunfo do presidente do Inter é o grupo que o técnico tem à disposição. “Isso me dá certeza de que vamos fazer um segundo turno muito bom”, afirmou. “Num grande esforço da direção, o Inter manteve todos os seus jogadores”, continuou, referindo-se ao fim da janela de transferências com o mercado europeu. Também justificou o otimismo com as recentes atuações de alguns atletas: “Quem era o Elton no início do Campeonato Brasileiro? E o Muriel? O próprio Nei vem numa crescente. Eu tenho certeza que nós teremos um grande segundo turno.”
Pela confiança no grupo, o dirigente não se mostrou preocupado com o elevado número de desfalques que o Inter terá na próxima rodada, quando enfrenta o Ceará, em Fortaleza, no domingo: “O Inter tem grupo e opções para todas as posições”. Os zagueiros Bolívar e Índio, o volante Elton e o atacante Leandro Damião levaram o terceiro cartão amarelo contra o Santos e cumprem suspensão automática. O meia D’Alessandro, lesionado, é outra baixa. “Temos um grupo qualificado”, ressaltou.
Estado volta a registrar temperaturas negativas
A menos de um mês do início da primavera, o Rio Grande do Sul voltou a registrar temperaturas negativas na madrugada desta quinta-feira. A mínima em Santa Rosa, no Noroeste, foi -1,9ºC. Em Canela, na Serra, fez -1,7ºC
As marcas em Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, e em São Marcos, no Nordeste, foram de 0ºC. Bagé, na Campanha, registrou 0,5ºC. Em Farroupilha, na Serra, fez 0,7ºC, assim como em São José dos Ausentes. A temperatura foi de 2ºC em Quaraí, na Fronteira Oeste, e em Jaguarão e Canguçu, no Sul do Estado. As cidades de Alegrete (Fronteira Oeste), Caçapava do Sul (Campanha) e Passo Fundo (Norte) registraram 3ºC nesta madrugada.
A massa de ar seco e frio de origem polar que cobre o Estado mantém o tempo firme e seco. O dia será claro e ensolarado na maioria das regiões, mas as temperaturas seguem em declínio, com marcas negativas. As marcas não devem passar dos 15ºC na maioria das regiões, segundo o meteorologista da MetSul Fernando Nachtigall.
Amanhã o tempo será de sol na maior parte do Estado e a previsão é de que a madrugada seja gelada. No sábado, a noite também será fria, mas no dia seguinte, a temperatura irá aumentar e pode fazer 30ºC no Centro e no Oeste.
Erechim registra geada
Setembro começou com geada em Erechim, no Alto Uruguai (foto). A formação de gelo não foi tão espessa quanto na maioria dos dias do mês de julho, mas foi suficiente para cobrir telhados, carros e campos. Na comunidade de Rio do Tigre, onde os termômetros marcaram 2ºC, o fenômeno foi mais intenso, e o gelo só começou a derreter com o nascer do sol. No albergue municipal, localizado no Centro, 18 pessoas passaram a noite para se proteger do frio.
As marcas em Vacaria, nos Campos de Cima da Serra, e em São Marcos, no Nordeste, foram de 0ºC. Bagé, na Campanha, registrou 0,5ºC. Em Farroupilha, na Serra, fez 0,7ºC, assim como em São José dos Ausentes. A temperatura foi de 2ºC em Quaraí, na Fronteira Oeste, e em Jaguarão e Canguçu, no Sul do Estado. As cidades de Alegrete (Fronteira Oeste), Caçapava do Sul (Campanha) e Passo Fundo (Norte) registraram 3ºC nesta madrugada.
A massa de ar seco e frio de origem polar que cobre o Estado mantém o tempo firme e seco. O dia será claro e ensolarado na maioria das regiões, mas as temperaturas seguem em declínio, com marcas negativas. As marcas não devem passar dos 15ºC na maioria das regiões, segundo o meteorologista da MetSul Fernando Nachtigall.
Amanhã o tempo será de sol na maior parte do Estado e a previsão é de que a madrugada seja gelada. No sábado, a noite também será fria, mas no dia seguinte, a temperatura irá aumentar e pode fazer 30ºC no Centro e no Oeste.
Erechim registra geada
Setembro começou com geada em Erechim, no Alto Uruguai (foto). A formação de gelo não foi tão espessa quanto na maioria dos dias do mês de julho, mas foi suficiente para cobrir telhados, carros e campos. Na comunidade de Rio do Tigre, onde os termômetros marcaram 2ºC, o fenômeno foi mais intenso, e o gelo só começou a derreter com o nascer do sol. No albergue municipal, localizado no Centro, 18 pessoas passaram a noite para se proteger do frio.
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