Os policiais militares (PMs) gaúchos não descartam começar uma paralisação ou uma operação padrão para pressionar o governo do Estado a aumentar o índice de reajuste dos salários. O presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf) dos cabos e soldados, Leonel Lucas, disse à Rádio Guaíba, nesta quinta-feira, que a categoria se reunirá com uma comissão formada pela Casa Civil e pelas secretarias da Segurança, da Administração e da Fazenda nesta manhã. “Nós estamos dispostos a negociar, o governo é que não quer”, afirmou Lucas.
Durante a madrugada, novos protestos com pneus queimados foram registrados na Capital e no interior. No entanto, segundo o presidente da entidade, somente as manifestações ocorridas no início do mês foram feitas por policiais. A grande maioria das demais, conforme ele, seria “fogo amigo do governo”. Lucas lembrou que, quando começaram as conversas com o governo, a associação pediu “uma trégua” para os manifestantes. “Vamos acalmar. Nós temos que ser conscientes.” Contudo, há uma grande insatisfação dos servidores.
“Os brigadianos estão indignados com essa questão. O governador prometeu que, quando assumisse, daria um aumento escalonado, até 2014, e chegaria a R$ 3,2mil. A bolsa formação que ele fez como ministro, iria se tornar salário, mas 9 mil brigadianos perderam essa bolsa”, explicou Lucas.
Porto Alegre
Durante a madrugada, a avenida Mauá foi bloqueada, em Porto Alegre, com uma barreira de nove pneus queimados localizada próxima à rua Chaves Barcellos, no Centro da Capital. Pelo menos três das quatro pistas da avenida ficaram interrompidas, mas o fluxo de veículos não foi comprometido. No muro de proteção da linha da Trensurb, foram colocadas duas faixas com os dizeres: “Bem vindo a Porto Alegre, a capital onde os Policiais Militares ganham o pior salário do Brasil – A Brigada vai parar” e “Governador – chega de esmola – salário digno já”.
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