Em assembleia geral realizada na manhã de ontem, os servidores municipários da saúde decidiram aceitar a proposta do prefeito José Fortunati e pôr fim a greve, que durou 11 dias. As atividades serão retomadas a partir deste sábado, no caso dos profissionais de plantão, e a partir de segunda-feira em todos os postos de saúde, pronto-atendimentos e hospitais.
A diretora-geral do Sindicato dos Municipários da Capital (Simpa), Carmen Padilha, disse que a greve resultou em vitórias importantes à categoria. “Os servidores conseguiram o compromisso do prefeito de discutir o plano de carreira até o final do ano. Esta é a maior vitória”, destacou.
Nos próximos dias, será formada uma comissão para discutir a forma de implementação da carga horária de 30 horas, com manutenção dos salários. “Queremos que o projeto assegure o que vem ocorrendo há duas décadas”, disse.
Além disso, o recuo do governo em não punir os grevistas também representa um avanço importante e fez com que a categoria revisse o movimento de greve. Em relação aos dias parados, a prefeitura descontará do salário base quatro dias úteis – sem prejuízo às gratificações. Já os dois dias de setembro serão abonados. Isso ocorrerá por meio de projeto de lei que será enviado à Câmara Municipal.
Carmen comemorou o fim da greve, principalmente pelo fato de que marca o desfecho de um “debate desgastante” com o governo. Outro ponto importante é o fato de que os usuários não serão mais prejudicados. “Temos consciência de que a mobilização trouxe problemas”, observou.
Para o prefeito José Fortunati, a proposta visa restabelecer o pleno atendimento à população, o qual está prejudicado nos postos de saúde. "Essa é uma clara demonstração de que estamos dispostos a fazer com que todo cidadão receba o serviço que necessita, respeitando o servidor ao evitar impactos negativos para sua carreira e respeitando a sociedade, que foi privada de um atendimento tão fundamental como a saúde", destacou o prefeito.
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