Municipários decidem manter a greve em Porto Alegre
Os servidores municipais da Capital voltaram a rejeitar hoje a proposta de reajuste salarial de 7% (6,51% imediato + 0,5% em dezembro) feita pela prefeitura na última terça-feira. Com isso, os servidores mantêm a greve iniciada na segunda. A decisão do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa) foi tomada durante assembleia realizada no Parque da Harmonia, na tarde desta quinta-feira. A categoria exige 18% de reposição salarial.
Os manifestantes agora exigem que o prefeito José Fortunati negocie o fim da greve pessoalmente. “Entendemos que os secretários chegaram ao limite e, nesse momento de impasse, a figura do prefeito será importante", disse o diretor-geral do Simpa Mário Fernando da Silva à Rádio Guaíba
No final da manhã de hoje, a prefeitura reafirmou que não há margem financeira para “engordar” a proposta apresentada ao funcionalismo. De acordo com o secretário de Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, a proposta apresentada reúne 11 benefícios e atende reivindicações históricas dos municipários, como a revisão do Plano de Carreira e assistência médica e hospitalar do IPE Saúde no prazo de 120 dias.
“Também asseguramos o pagamento de atrasados correspondentes às progressões de carreira dos períodos 2002-2004, ainda em 2011, e 2004-2006, em 2012”, ressaltou. Busatto revelou que a iniciativa envolverá R$ 9 milhões e beneficiará 3,4 mil funcionários diretamente. O impacto das propostas previsto para o biênio 2011-2012 supera os R$ 230 milhões. “Avançamos no limite das nossas possibilidades”, frisou.
Postos de saúde
Enquanto não chegam a um acordo com a prefeitura, os municipários grevistas intensificam os piquetes na entrada de unidades de saúde vinculadas à Prefeitura. O movimento mais forte é junto aos hospitais de Pronto Socorro (HPS) e Materno Infantil Presidente Vargas (HMIPV), além das unidades de pronto-atendimento Cruzeiro do Sul, Bom Jesus e Lomba do Pinheiro e os centros de saúde Modelo e Santa Marta.
“Nos postos de saúde que permanecem abertos, o atendimento é precário, porque apenas os servidores federais e estaduais seguem trabalhando”, enfatizou o diretor da Associação dos Servidores da Secretaria Municipal da Saúde, André Beh.
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