
RIO - Com o objetivo de ficar entre os dez primeiros colocados nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, a delegação brasileira pretende levar para Londres-2012 jovens atletas para começarem a se aclimatar com as grandes competições e não sentirem a pressão de competir em casa. Durante o Fórum Rio Cidade Sede, organizado pelos jornais O Globo e Extra na Bolsa de Valores do Rio, o superintendente executivo de esportes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Marcus Vinicius Freire, disse que essa é uma das ações traçadas pelo país para colocar o Brasil entre as potências olímpicas daqui a cinco anos.
Freire disse que o projeto que ele chamou de geração-2016 servirá para quebrar o gelo dos jovens atletas para que eles já comecem a conviver com grandes atletas e entender o clima olímpico.
- Na primeira vez que eu fui a uma grande competição, no primeiro dia só fiquei pedindo autógrafo dos russos e dos poloneses - lembra o ex-atleta de vôlei. - Nossa ideia é que a geração de 2016 vá se preparar indo até Londres para entender esse mundo e quebrar esse gelo. Lembro que a Daiane (dos Santos, ginasta) ficava desesperada porque na Vila Olímpica tinha um McDonald's com tudo gratuito e ela não podia comer nada. Se a gente não conseguir educar antes os jovens, teremos dificuldades.
Freire disse ainda que a delegação brasileira terá pela primeira vez na história um centro de treinamento em Londres para os seus atletas. Ficará em Crystal Palace e lá o Brasil terá piscina de 50m, pista de atletismo, quadras de vôlei e de vôlei de praia e toda uma estrutura para que seus atletas possam se preparar melhor para as competições.
O superintendente do COB explicou ainda que para atingir a meta de ficar entre os dez primeiros em 2016, o Brasil precisa conquistar pelo menos mais 15 medalhas em relação ao que ganhou em Pequim e faturar medalhas em mais modalidades do que as dez em que o país normalmente consegue.
Para isso, ele conta, o COB está investindo em modalidades em que há a disputa de muitas medalhas, como o atletismo (141), a natação (96) e as lutas (72). A meta do comitê, é conquistar mais três, quatro ou cinco medalhas no atletismo, além de manter o bom desempenho em esportes como judô, que ganhou três medalhas em 2008, vôlei e vôlei de praia.
- Os países que estão na nossa frente ganham medalhas em pelo menos 13 modalidades. E todos tem um carro chefe como a natação na Austrália, as lutas na Ucrânia e a esgrima na Itália. Precisamos de 12 a 15 medalhas a mais para atingir essa meta.
Para o país conseguir chegar no número de pelo menos 30 medalhas, Freire contou ainda que o COB está investindo em jovens atletas e nas confederações que disputam muitas medalhas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário