sábado, 28 de maio de 2011

Sacolas para os novos tempos

Sacola
Confeccionadas com materiais e estampas variadas, elas combinam com tudo e ajudam na preservação ambiental




As bolsas retornáveis, também chamadas de ecobags, surgiram para dar um fim às sacolas plásticas que eram distribuídas nos supermercados. Aos poucos vários modelos, tamanhos e cores ganharam as ruas de Belo Horizonte e até viraram um acessório de moda. Confeccionadas com material de qualidade e em várias estampas, as ecobags combinam com qualquer ocasião e compõem o visual de uma maneira descontraída, ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação ambiental do planeta.

O estilista Ronaldo Fraga, acompanhando as tendências conscientes do mundo fashion, lançou no dia 23 de março a nova coleção de sacolas retornáveis do supermercado Verdemar. Na opinião do estilista, a utilização das ecobags implica em ética, estética e estilo de vida de cada pessoa, lembrando que elas são atemporais, elegantes e muito mais do que ecobags. "É algo que as pessoas terão prazer em utilizar e presentear".

As bolsas ecológicas, garante Fraga, têm estampas divertidas, são práticas e o material de composição é acima da média em termos de resistência. Além disso, há bolsas com apelo infantil, sóbrias, apelo masculino e que saísse do universo dos supermercados. "Os modelos criados para o Verdemar são descontraídos e as pessoas podem usar nos shoppings, cinemas e até para fazer feira", destaca. 
As estampas criadas, explica o estilista, tornam a utilização da ecobag mais prazerosa no que diz respeito à estética quando o assunto é o uso de sacolas retornáveis. De acordo com Fraga, a intenção é mostrar ao consumidor que ele pode contribuir para a preservação do meio ambiente de uma maneira consciente e, ainda, agradável e elegante.

Os chineses também querem abocanhar este nicho de mercado e em Belo Horizonte as bolsas oferecidas nas várias lojas podem ser encontradas compactadas em rolinhos de cinco a 10 centímetros, no formato de maçã, bola, morango, banana, uva e abacaxi. De acordo com o representante Alexandro Zolio de Souza, elas são laváveis e suportam até 20 quilos. As estampas e cores são super variadas e modernas.

Os preços das ecobags chinesas variam de R$ 3 para atacado e R$ 5 no varejo. Ele garante que foram vendidas nas redes supermercadistas de BH e Região, em 25 dias, mais de 10 mil bolsas de várias cores e estampas. Além das sacolas, há carrinhos para compras que pesam 70 gramas ao preço de R$80. Na opinião dele, quando a pessoa opta em adquirir uma bolsa compacta ou o carrinho pode economizar em seis meses em torno de R$ 100. "Os supermercados estão vendendo as sacolas biodegradáveis por R$ 0,19. Dez sacolinhas custam R$ 1,90. Multiplique este valor por um período de seis meses e veja quanto vai gastar", pontua. Os interessados em comprar as sacolas podem ligar para (31) 9728-8296.

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Sacolinhas produzidas na China já podem ser encontradas em supermercados de BH (Foto: Eugênio Moraes)

Em tempos de sacolinhas de plástico proibidas em supermercados, as pessoas que utilizavam este produto para higienização dos ambientes ocupados por animais de estimação também podem comemorar. Uma empresa de São Paulo desenvolveu a Dog's Care, sacolinhas higiênicas biodegradável para recolhimento de fezes. De acordo com a empresa, as Biobags levam 18 meses para se decompor na natureza, se degradando em qualquer situação, desde que em contato com oxigênio. Outro destaque é o material usado, que é mais resistente e não permite que o odor das fezes passe para as mãos. Mais informações no http://www.dogscare.net./

Especialista alerta que não existem sacolas ecológicas

 

As sacolas plásticas, na grande maioria, são fabricadas com polietileno, produto derivado do petróleo que demora, aproximadamente, até 500 anos para se decompor. Por conta disso, a lei municipal que entrou em vigor no dia 28 de fevereiro deste ano determina que o uso de saco plástico de lixo e de sacola plástica deverá ser substituído pelo saco de lixo ecológico e pela sacola ecológica, que pode ser de material biodegradável, papel ou retornável.

Para o professor do departamento de Engenharia Química e coordenador do Laboratório de Ciência e Tecnologia em Polímero da UFMG, Roberto Fernando de Souza Freitas, a substituição desses sacos plásticos por bioplásticos tem sido alvo de grandes controvérsias. Freitas afirma que as "leis das sacolas plásticas" erram o alvo. Contudo, os reais benefícios ambientais, assim como eventuais desvantagens da substituição dos plásticos por bioplásticos, ainda não estão totalmente claros. Por isso, o argumento que as sacolas ecológicas não contribuem para a degradação do meio ambiente é um erro. "O processo de produção destas sacolas gera gases e uma série de impactos ao meio ambiente", pontua.

Segundo o professor, as sacolas oxibiodegradáveis são sacolas de plástico, ou seja, de polietileno, que no processo de fabricação recebem um aditivo que acelera a degradação das moléculas do polímero. Com o aditivo, as sacolas se decompõe mais rápido. Sem o aditivo a degradação no meio ambiente levaria até 500 anos.
No entanto, explica o professor, o processo de degradação das sacolas transforma o material em pequenos pedaços de moléculas de plástico jogados no meio ambiente. Ele alega que as sacolas oxibiodegradáveis poderiam com isso causar impactos ambientais invisíveis, pois necessitam de aditivos poluentes para acelerar o processo de degradação do plástico.

Além disso, os vários pedaços de moléculas de plástico espalhados no meio ambiente no período chuvoso poluirão rios e lagoas. "No futuro, há o risco de as pessoas tomarem água com moléculas de plástico", alerta. Na opinião de Freitas, proibir o uso das sacolas plásticas é um erro. O ideal seriam programas de governo incentivando a coleta seletiva de lixo. "Uma maior conscientização poderia gerar um efeito de sustentabilidade ambiental", completa.

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