segunda-feira, 30 de maio de 2011

Justiça determina que assassino do cartunista Glauco cumpra pena em hospital psiquiátrico

Cadu terá de cumprir pena em hospital psiquiátrico - Arquivo/O Globo
SÃO PAULO - O juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa, da 3ª Vara Federal Criminal de Foz do Iguaçu, acatou o pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR) e considerou inimputável Carlos Eduardo Nunes, o Cadu, assassino confesso do cartunista Glauco Villas Boas e do filho dele Raoni. Na decisão, o magistrado ordenou ordena que o réu cumpra pena em hospital psiquiátrico por, no mínimo, três anos. O crime aconteceu em 12 de março de 2010, na chácara de Glauco, em Osasco, na Grande São Paulo.
A decisão, proferida na sexta-feira, tomou por base um laudo apresentado à Justiça Federal do Paraná (JFPR), que mostra que Cadu sofre de esquizofrenia paranoide, "sendo, portanto, incapaz de perceber a gravidade de seus atos". Diz o laudo, ainda, que a doença teria sido agravada "por conta do consumo imoderado de substâncias alucinógenas, do fanatismo religioso e da crença no sobrenatural", já que o rapaz estava sob efeito de maconha e haxixe no dia dos crimes e nos que seguiram, até ser preso, em Foz do Iguaçu.
Costa determinou que Cadu deve continuar internado no Complexo Médico Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde está desde o fim do ano passado. Além disso, o magistrado obrigou que sejam apresentados laudos que se confirmem ou não a periculosidade do acusado.
Na noite do crime, Cadu foi até a chácara de Glauco, onde funcionava a igreja Céu de Maria, frequentada pelo acusado e da qual o cartunista era líder espiritual. Cadu atirou em Glauco e no filho dele Raoni, de 25 anos. Dois dias depois, Cadu tentou fugir para o Paraguai em um carro roubado. Ele furou o bloqueio policial na fronteira, baleou um agente federal e acabou preso.

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