O corpo da relações públicas Cláudia Lilian Almeida Fernandes, 43 anos, deve ser sepultado na tarde desta segunda-feira, em Rivera, no Uruguai. Ela foi uma das cinco vítimas fatais do acidente com o bonde turístico Santa Teresa, no Rio de Janeiro, na tarde de sábado. O translado aéreo será feito pelo governo do Rio e depende da alta hospitalar do marido da vítima, Hugo Gustavo Melo Gomez, 41 anos, que quer acompanhar o deslocamento.
Gomez também estava no bonde e feriu o pé e a perna. Ele apresentou fadiga depois de ficar quase dez horas em frente ao Instituto Médico Legal (IML) fluminense aguardando a liberação do corpo, de acordo com a família. A perda de documentos em meio aos destroços do bonde e a dupla nacionalidade da vítima retardaram o trabalho do IML. A previsão é que o corpo chegue a Porto Alegre às 15h e seja colocado em outra aeronave até o destino final.
Nascida em Rivera e com família no Rio Grande do Sul, a relações públicas vivia em Jaraguá do Sul (SC) desde que casou em Santana do Livramento, há 13 anos. Ela deixa dois filhos – Milena, 8 anos, e Bernardo, 6. Era a primeira visita do casal ao Rio de Janeiro. O acidente ainda feriu 57 passageiros. A suspeita da polícia é de que o sistema de freios tenha falhado. Após deixar os trilhos, o bonde derrubou um poste de energia, atingiu um muro e capotou. Além do condutor e de Cláudia, morreram uma menina de 13 anos e um casal de idosos.
O bonde tinha um arame no lugar de um parafuso em um dos eixos que prende as rodas traseiras. Na mesma estrutura, de cerca de cem anos, uma sapata de freio gasta (espécie de pastilha) chamou a atenção dos técnicos do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) durante vistoria, no domingo. O governo do Rio anunciou que o serviço de bondes em Santa Teresa está suspenso, até que sejam conhecidas as causas do acidente.
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