A assembleia-geral dos municipários da área da Saúde de Porto Alegre, realizada na tarde desta terça-feira, decidiu pela manutenção da greve da categoria. Antes da decisão, a direção do Sindicato dos Municipários (Simpa) participou de reunião, na Prefeitura de Porto Alegre, com os secretários da Saúde, Carlos Casartelli, e da Governança Local, Cezar Busatto, além de outros representantes do município. Conforme o diretor do Simpa, Raul Giacobone, apesar das concessões de parte a parte, houve impasse na negociação com a Prefeitura em relação à compensação dos dias parados.
O secretário de Governança Local, Cézar Busatto, afirmou que o governo não transige com relação ao desconto dos dias parados no salário dos grevistas. Segundo Busatto, trabalho não feito não será pago, em nome do dinheiro público e do respeito à sociedade. Os contracheque dos servidores já chegam com desconto em setembro.
A implantação do ponto eletrônico permanece como centro das discussões dos servidores da rede básica de saúde municipal, que estão parados há oito dias. De acordo com o diretor do Simpa, Raul Giacobone, mesmo com a liminar judicial determinando o retorno ao trabalho de 50% dos servidores das Unidades Básicas de Saúde (UBS), "quem aderiu à paralisação não voltou ao trabalho". A greve, que não inclui os médicos, atingia na sexta-feira, data da liminar, cerca de 60% dos 3,5 mil funcionários que trabalham nos 65 postos de saúde da Capital.
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