Não é difícil encontrar orelhões danificados e pessoas que ficaram impossibilitadas de realizar ligações devido aos atos de vandalismo. Um exemplo da atividade depredatória pôde ser encontrada na rua Manoel Gomes de Oliveira, na Vila Passo Dornelles, onde a equipe do Jornal de Viamão fotografou um orelhão quebrado e abandonado, o orelhão estava a princípio instalado na Av. Theodoro Luis de Castro conforme relato de moradores.
Segundo a operadora de telefonia Oi, 14% dos 92,3 mil orelhões instalados em todo o estado do foram danificados nos quatro primeiros meses deste ano. De acordo com a empresa, de janeiro a abril a companhia realizou a substituição de 300 campânulas (ou cabines); isso significa uma média de 2,5 aparelhos quebrados diariamente.
A companhia informou que recebe solicitações de reparo através do canal de atendimento 10314 por consumidores e entidades públicas. A empresa incentiva que as pessoas denunciem a prática de vandalismo, e assegurou que os relatos sobre orelhões danificados contribuem para que os danos sejam reparados.
Uma moradora já informou a operadora e a Brigada Militar, Em nota, a empresa informou que já agendou o reparo do telefone público na Vila Passo Dornelles Populares demonstram indignação com vandalismo, A assistente de diretoria Fabiana Dias contou já ter sido prejudicada por não ter encontrado um orelhão que funcionasse no momento em que precisava. Ela disse ter percorrido várias ruas e teve de ir até a Vila Cecília para finalmente encontrar um aparelho que não estivesse danificado.
- Eu já presenciei cenas de desrespeito e denunciei. É preciso que as pessoas avisem às autoridades e informem o local, o horário e detalhes que ajudem na punição ao criminoso - disse Fabiana
A enfermeira Patrícia Barbosa considerou um absurdo a prática destrutiva perpetrada por algumas pessoas. Ela ressaltou também o problema urbano da pichação, que compromete o visual da cidade, além de significar um gasto do poder municipal para repintar os prédios e equipamentos públicos.
- Para piorar, há locais em que os pichadores colocam inscrições que incitam a violência. É inacreditável o prejuízo da prefeitura, ou melhor, do povo com os atos de vandalismo - disse Patrícia.Os atos de vandalismo - que configuram uma atividade criminosa, de acordo com o Código Civil - custam caro aos cofres públicos e significam o desperdício do dinheiro da população.
- É lamentável que as pessoas descarreguem a frustração social delas danificando o patrimônio público. Chutar, pichar ou derrubar o equipamento urbano não melhora a vida de ninguém. Apelamos para que as famílias e as escolas ajudem a orientar jovens e adolescentes , sobre a importância em preservar o bem público.
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