Atendimento é restrito nas unidades devido à paralisação
Em greve, os servidores da Saúde colocaram cadeados na maioria dos postos de Porto Alegre nesta terça-feira. Segundo a assessoria da Secretaria Municipal da Saúde, a Guarda Municipal terá que interferir para garantir o funcionamento das unidades fechadas. As consultas, que seriam mantidas, sofrerão atrasos ou serão remarcadas.
Ainda de acordo com a secretaria, o atendimento nos hospitais Presidente Vargas e Pronto Socorro não será interrompido em função da paralisação. As atividades na maior parte dos 45 postos de saúde da Capital, no entanto, estão restritas a casos graves.
A presidente do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Carmen Padilha, não soube informar quantos locais foram trancados, mas disse que esse é um procedimento padrão em casos de greve, porque "os postos não prestam atendimento de emergência".
O posto da Vila dos Comerciários foi um dos que amanheceu com um cadeado na porta colocado pelos funcionários. No início da manhã, os grevistas abriram a unidade, mas fizeram uma barricada com cadeiras de madeira da sala de espera para fazer uma espécie de triagem e só deixar passar os pacientes com problemas graves. Luitepol de Oliveira chegou ao local em busca de uma consulta para o filho Adrian de 22 anos, que teve um problema no joelho. Ele foi orientado a ir para outra unidade e ficou revoltado.
Apesar das faixas informando que o Posto de Saúde Modelo, na avenida João Pessoa, um dos maiores da Capital, não abriria nesta terça, uma fila de cerca de 20 pessoas se formou no local, logo no início da manhã. Na unidade da Vila Cruzeiro, somente casos de emergência são atendidos. Já o Pronto Atendimento da Lomba do Pinheiro, na zona Leste, funciona normalmente.
Os postos de saúde da família funcionam normalmente, já que o serviço é terceirizado. A população se dirige, nesta manhã, aos hospitais de Clínicas, Conceição e São Lucas.
Os trabalhadores querem a regulamentação e extensão das 30 horas semanais de serviço prestado para todos sem redução de salário. No entanto, a prefeitura não abre mão do cumprimento da carga horária. Uma concentração no Paço Municipal está marcada para a manhã de hoje e, à tarde, haverá "Assembleia Popular em Defesa da Saúde Pública em Porto Alegre".
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