segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Rebeldes avançam em Trípoli e cercam casa de Kadhafi

Líder do Conselho Nacional de Transição espera que ditador seja capturado vivo


Os rebeldes líbios avançaram em massa, nesta segunda-feira, ao centro de Trípoli, onde fica a casa do ditador Muammar Kadhafi. Quase 40 veículos seguiram rumo à Praça Verde, lugar simbólico onde se reuniam os partidários do regime do ditador líbio. A chegada de guerrilheiros, que exibiam a bandeira da revolução, reforça o número de rebeldes presentes na cidade.

O líder do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político da rebelião na Líbia, afirmou nesta segunda-feira que a era de Muammar Kadhafi "acabou" e disse esperar que ele seja capturado "vivo". Durante uma entrevista coletiva em Benghazi, capital dos rebeldes no leste da Líbia, Mustafah Abdelkhalil disse ignorar onde se encontra Kadhafi e explicou que alguns setores da capital ainda não estão sob controle dos insurgentes, incluindo o que abriga a casa do coronel líbio.

No Cairo, um representante do CNT afirmou que o país não autorizará a instalação de bases militares da Otan após a saída do coronel Kadhafi, segundo a agência de notícias egípcia Mena. "A Líbia é uma nação árabe e islâmica antes da Otan e seguirá sendo depois da Otan", declarou o enviado especial do CNT na Liga Árabe, Abdel Moneim al Huweini, Segundo ele, "os líbios se rebelaram contra as ocidentais em 1970 e não existirão bases que não sejam líbias". Huweini completou que os rebeldes são agradecidos à Otan, que efetuou os bombardeios que ajudaram os insurgentes pouco experientes e permitiu minimizar as perdas de vidas humanas.

Segundo o chanceler italiano Franco Frattini, o regime do coronel Kadhafi controlava nesta segunda-feira apenas "entre 10 e 15%" de Trípoli. Uma fonte diplomática, que pediu anonimato, afirmou que Kadhafi ainda estaria em casa do bairro de Bab al-Aziziya em Trípoli.

Os países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, esperam que a ofensiva conduza a uma rápida vitória, mais de seis meses depois do início dos protestos populares contra Kadhafi no contexto da "Primavera Árabe" que já derrubou os presidentes egípcio Hosni Mubarak e tunisiano Ben Ali.

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