terça-feira, 19 de julho de 2011

Fernandão se diz preparado e avisa: "Não vim para suprir a ausência de um ídolo"

Fernandão assume a direção técnica - Diego Guichard

Demoraram apenas três anos para Fernandão voltar. Depois de uma Libertadores, um Mundial e muita saudade por parte da torcida, o ex-jogador assumiu nesta terça-feira o cargo de diretor técnico de futebol do Inter, no lugar de Newton Drummond. Por volta das 17h30min, um Fernandão entusiasmado surgiu para a entrevista coletiva de apresentação. Mas deixou claro: não retornou ao Beira-Rio para preencher o status de Falcão, técnico demitido na última segunda.

— Não vim para suprir a ausência de um ídolo, mas para implantar a maneira que penso futebol — avisou.

Entre as inúmeras funções, como se preocupar com contratações, terá circulação no vestiário. Acompanhará treinos e se aproximará dos jogadores. Desde que rescindiu com o São Paulo, em maio, Fernandão não joga mais futebol. As dores no púbis foram determinantes para decidir abandonar a carreira. Nesse intervalo, já estava se preparando para assumir uma função semelhante para a qual foi contratado pelo presidente Giovanni Luigi. Revelou não ter sido pego de surpresa ao receber o convite no final da tarde de segunda.

— Caiu como uma luva esse convite. Eu não hesitei. Aceitei o convite no mesmo momento. É um upgrade em relação ao capitão da equipe. Agora fazendo uma ligação entre jogador, treinador, diretoria, observando a base — entende, afirmando que será um observador atento do mercado: — Contratar jogador de nome é muito fácil. O importante é encontrar talentos que não foram observados.

Questionado sobre a futura relação com os jogadores, mas agora em outro patamar de hierarquia, Fernandão garante que pretende cobrá-los como sempre o fez em sua época de atleta.

— Os amigos que estão aí dentro me conhecem muito bem. Vou cobrar da mesma forma. Não tenho dúvida de que eles vão correr por mim — projeta o ex-jogador. — É mais fácil para qualquer um que assumir, pegar jogador mais velhos e trazer novos. O difícil é motivar esses jogadores que estão aí. O Índio é um jogador com idade avançada? Mas a capacidade que ele tem poucos tem. Tem que levantar o astral de todo grupo. Isso aí que é o grande barato. Mandar embora e contratar hoje é o mais fácil. É só o Giovanni assinar o cheque. Sou muito amigo de jogador.

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