sábado, 30 de julho de 2011

Viamão, tem que renovar seus quadros políticos o mais rápido possível, a coisa está fincando feia....

Entrevista com o pré-candidato a prefeito de Viamão. Atual presidente da Câmara de Vereadores, Nadim Harfouche

1) Como surgiu a indicação do seu nome para concorrer a Prefeito? Nadim Harfouche: Viamão está precisando de um choque de gestão, de uma renovação dos agentes políticos. O PT já está ai há muito tempo. Eles estão acomodados e muitos não se esforçam mais pela cidade. Alguns já acham que o cargo de CC é sua carreira profissional e isso não é bom para sociedade. Meus opositores acusam minha candidatura de ser um projeto pessoal, mas está longe disto. Estou colocando meu nome à disposição do meu partido, dos partidos de oposição e do povo viamonense. Minha atuação no legislativo tem sido pautada pela defesa dos mais humildes e também daqueles que produzem riquezas gerando empregos e tributos para Viamão. A presidência da Câmara tem sido uma excelente experiência que quero ampliar e levá-la para o Executivo, para botar ordem e fazer Viamão sair deste marasmo. Governar valorizando o funcionalismo.
2) O PAC do governo petista foi quas todo baseado no plano de desenvolvimento econômico do ex-ministro da fazenda Delfin Neto, que inclusive foi consultado várias vezes pelo ex-presidente Lula. Podemos dizer que o Partido Progressista tem grande participação também neste novo milagre econômico brasileiro? Nadim Harfouche: De fato na década de 70, o ministro Delfin Neto, um dos fundadores do PP, iniciou um programa de obras de infraestrutura que foi responsável pela construção de hidrelétricas, rodovias, siderúrgicas, portos e aeroportos. Na época isso resultou na aceleração do desenvolvimento econômico do país. Aquele programa foi apelidado de milagre econômico e fez o Brasil tornar-se a 8ª economia mundial. O Partido Progressista sempre foi associado ao desenvolvimentismo e ao progresso e queremos fazer isso por Viamão.
3) Conte-nos um pouco sobre como você entrou para a política? Nadim Harfouche: Não venho de uma família com tradição política. Na verdade a maior parte da minha vida estive na iniciativa privada. Sempre trabalhei para sustentar minha família e quando jovem adquiri uma pequena propriedade e passei a produzir hortifrutigranjeiros. Com o tempo, para evitar o desperdício de alimentos comecei a doar sobras de frutas e verduras, que apesar da boa qualidade, não tinham mais valor de mercado. Isso me deu certa visibilidade. Por causa disto, mais tarde fui convidado a concorrer, o que era uma novidade para mim. Eu não tinha experiência, mas com o apoio de minha família e dos meus amigos consegui me eleger com 1887 votos na primeira eleição em 2004 e com 2622 votos na eleição de 2008. Estou me aprimorando cada vez mais neste campo e hoje sei o quanto a política é importante para melhorar a vida das pessoas.
4) Você foi escolhido pelos demais vereadores para ser o presidente do legislativo. Este exemplo de articulação pode ser um sinal de que você é hoje o mais preparado para ser prefeito? Nadim Harfouche: A política é na verdade um exercício de paciência e negociação, e também é a arte de proporcionar melhores condições de vida. Um prefeito precisa ter sensibilidade para compreender os anseios de seu povo, ao mesmo tempo em que precisa estar atento para as necessidades da indústria e comércio da cidade. Ele também tem que ser uma pessoa com habilidade para dialogar com as diferentes lideranças da sociedade, seja vereadores, representantes de associações de moradores, de empresários. E tem que ter pulso para saber cobrar o cumprimento daquilo que foi acordado com os aliados, com os opositores, etc. Principalmente cumprindo e respeitando as leis.
5) O Partido Progressista pretende compor com outros partidos ou virá sozinho? Nadim Harfouche: Como falei anteriormente, a política é a arte da negociação. Por isso temos sim o interesse de que outros partidos façam parte da nossa chapa, não só para termos mais força para ganhar a eleição, mas também porque precisarei destes partidos para realizar um governo transformador e transparente para nossa cidade. Ainda é muito cedo para se falar nisso, mas tenho convicção que as demais forças do município têm o entendimento de que estou preparado e logo se somarão a este projeto, que não é um projeto pessoal, mas sim um projeto de mudança e evolução para Viamão. Hoje sou pré-candidato do PP e aguardo pela união da oposição.
6) Por falar nisso, a que você atribui esta estagnação de Viamão diante do desenvolvimento da região metropolitana? Nadim Harfouche: Se compararmos Viamão com outras cidades como Gravataí, Canoas, Cachoeirinha, São Leopoldo e Novo Hamburgo, perceberemos que estas cidades avançaram muito nos últimos dez anos, enquanto que Viamão ficou quase parada no tempo. O que temos hoje é uma lojinha nova aqui, uma agência bancária ali, mas isto está muito aquém de nosso potencial. Esta estagnação está diretamente ligada ao método de trabalho do atual prefeito que para evitar o surgimento de lideranças que possam ameaçar seu domínio, nomeia incompetentes para setores estratégicos. Comigo será diferente, colocarei pessoas capacitadas nas secretarias, mesmo que sejam de outros partidos coligados.
7) E como será o diálogo com o atual governador do Estado que hoje é do PT? Nadim Harfouche: Será melhor do que o atual. Apesar de o Boscaini pertencer ao mesmo partido do governador e da presidente, ele não consegue trazer nenhum benefício para Viamão porque está isolado. Ele é um subordinado que só sabe dizer sim senhor. Comigo não, eu primarei pelo diálogo e a negociação, mas não hesitarei em brigar pelos interesses do município se for preciso. Temos que parar de agir como coitadinhos. O prefeito precisa ter coragem e disposição para mobilizar deputados estaduais, federais, senadores e buscar recursos para Viamão.
8) Você vem implantando uma gestão austera na Câmara. Se eleito prefeito também será rigoroso com a gestão do Executivo? Nadim Harfouche: Sim. É preciso ter seriedade com a coisa pública. Nos primeiros meses do meu governo, junto com os secretários e partidos aliados, quero fazer um levantamento rigoroso sobre o destino dos recursos da Prefeitura. Com estes dados em mãos corrigiremos os desvios e priorizaremos investimentos nas áreas onde a população mais sofre. Pra tu teres uma idéia, quando assumi a presidência da Câmara havia 69 cópias da chave da porta da frente circulando. Havia um desperdício de energia, de celular, de café e outros. Os servidores públicos tinham que vir aqui cedo para servir café da manhã para alguns, mesmo não tendo expediente. Economizando pude Criar mais espaço na assistência com cadeiras estofadas para aumentar a participação dos cidadãos. Estamos economizando recursos em todos os setores, como exemplo cito a instalação de câmeras de monitoramento diminuindo o custo com terceirizadas.
9) Aproveitando que você citou os servidores, você manterá a atual política de reajuste? Nadim Harfouche: De jeito nenhum. A administração petista enganou os servidores. Diziam-se os protetores do funcionalismo e o que se viu foram anos de arrocho salarial. É preciso recuperar as perdas da inflação e, além disso, conceder aumento real e implantar um plano de carreira.
10) Como você fará para que o setor privado possa gerar mais empregos no município, absorvendo a mão de obra e evitando que as pessoas precisem enfrentar o trânsito engarrafado para trabalhar em Porto Alegre? Nadim Harfouche: Com as contas do município ajustadas, vou propor uma flexibilização na legislação tributária para atrair a iniciativa privada ligada a indústria, agronegócio e turismo. Empresas que gerarem mais de 30 postos de trabalho serão beneficiadas com incentivos fiscais. Também veremos outras formas de beneficiar empresas que gerarem mais vagas. A Prefeitura também terá forte papel na busca por recursos federais e estaduais para melhorar a as vias públicas, o fornecimento de energia e de água. Condições fundamentais para instalação de qualquer empresa.
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