quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Base do governo pensa em alternativas à criação de imposto para Saúde

Câmara aprovou ontem projeto de destinação dos recursos para a área, mas rejeitou novo tributo
Após a rejeição pela Câmara dos Deputados do artigo que criaria a Contribuição Social para a Saúde (CSS), nessa quarta-feira, a bancada do PT – única que defendeu o novo tributo – começa a pensar em uma alternativa para a arrecadação. A matéria reprovada fazia parte do projeto que regulamenta a destinação dos recursos para a área pela União, Estados e municípios, conhecida por Emenda 29.

O relator do projeto, deputado Pepe Vargas (PT), disse em entrevista à Rádio Guaíba, nesta quinta-feira, que os gastos com a Saúde no Brasil aumentaram de 30 anos para cá e que é preciso pensar em uma nova forma de financiamento para o setor. “Eu tenho sugerido diversas fontes. Uma é voltar a cobrar o imposto de renda da remessa de lucros e dividendos, porque não tem sentido o George Soros (mega investidor) receber lucros e dividendos por ações que ele aplica aqui no Brasil e não pagar imposto de renda, enquanto o cidadão tem que pagar”, explicou. Outra alternativa, segundo ele, é usar o exemplo dos Estados Unidos e criar um imposto sobre grandes fortunas. “Tributos para pessoas que ganham muito dinheiro para financiar a Saúde, eu acho justo.”

Pepe estima que, somente o imposto sobre grandes fortunas, poderia arrecadar, com alíquota de 15% a valores de 2010, em torno de R$ 8 bilhões. “Isso não é suficiente, mas já são R$ 8 bilhões.” Uma comissão para propor uma alternativa será instalada na Câmara.

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