quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Cpers reage a decreto e promete greve

Foi com inconformidade que o Cpers reagiu diante da revelação de que o Piratini irá publicar até o dia 14 de outubro um decreto do governador Tarso Genro para tornar mais rigorosos os critérios de avaliação por desempenho e de promoção por merecimento do magistério. As lideranças da categoria prometem intensificar a mobilização pela greve, que será votada em assembleia convocada para novembro, e entendem que se trata de tentativa de alterar o plano de carreira e de implantar a meritocracia.

"Nós vamos dar a resposta ao governo. E a resposta é a caravana que estamos fazendo pelo Interior, de cidade em cidade, discutindo a greve para reivindicar o pagamento do piso nacional, a manutenção do nosso plano de carreira e barrar a meritocracia", disse nessa quarta-feira Rejane de Oliveira, presidente do Cpers. Ela também deu início às guerras de versões que deverão conflagrar o cenário político até a data de publicação do decreto.

Enquanto o secretário de Educação, José Clóvis de Azevedo, assegura que a iniciativa não acarretará alterações no plano de carreira e adoção da meritocracia, Rejane afirma exatamente o contrário. "Quando o governo mexe no decreto, mexe no espírito do plano de carreira. Eles querem implantar a meritocracia, criar disputa nas escolas para ver quem tem mais ou menos pontos, assim como queria a Yeda (Crusius)", reclamou.

Rejane disse ser favorável à formação continuada, desde que seja sempre oferecida pelo Estado. Ainda negou que o atual critério de promoção por merecimento, que exige apenas a entrega de dois diplomas por ano, seja "frouxo". "Frouxa é a política de não investimento na educação", retrucou.

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