O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect) estima que 80% dos servidores gaúchos aderiram à greve nacional iniciada nesta quarta-feira. Um grupo de cerca de 50 pessoas chegou a interromper uma das faixas da avenida Sertório, na Capital, onde fica uma das sedes da empresa. Os caminhões com correspondências e vans que transportam Sedex seguem impedidos de entrar no local. Os motoristas dos veículos foram obrigados a estacionar em ruas do entorno e em postos de gasolina.
O secretário-geral da entidade Vicente Guindani afirmou que os manifestantes continuarão impedindo o serviço, até que a presidente Dilma Rousseff revogue a Medida Provisória (MP) 532 e atenda às reivindicações dos servidores. “A categoria está em greve nacional contra uma situação de esgotamento físico e psicológico. Hoje os trabalhadores têm um déficit de 30 mil vagas no Brasil e ganham um piso de R$ 800.”
Em assembleias realizadas na noite dessa terça-feira, os trabalhadores decidiram paralisar as atividades em todo o País. No Rio Grande do Sul, eles rejeitaram a proposta de reposição salarial de 6,87% oferecida pela estatal. De acordo com Guindani, a categoria quer a reposição da inflação, de 7,16%, e mais 24% de reajuste, referente a perdas anteriores.
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