
Quando tinha 15 anos, Raquel Vicente ficou ilhada durante uma enchente e foi socorrida por Danilo Rozo,tenente-coronel morto na quinta-feira após evitar roubo em Porto Alegre.

Hoje, com 25 anos, mãe de Rafaela, sete anos, e de Pedro, três anos, ela fala sobre a manhã em que Rozo e sua equipe enfrentaram a força das águas para resgatar ela e seu irmão no Vale do Rio Pardo. Confira a entrevista:
Zero Hora – Como foi aquela manhã?
Raquel Vicente – Meu irmão mais velho e a minha mãe saíram para resgatar meu avô na casa dele, que já estava ficando ilhada. Eu e o Dirceu (irmão) ficamos em casa. Quando os dois voltaram, a água já tinha tomado tudo.
ZH – E como foi quando os bombeiros chegaram?
Raquel – Nossa, eu estava com muito medo. Um pedaço da casa desabou, e meu maior medo era de que a casa fosse arrastada. A água estava na janela de casa. O muro da frente desabou com a correnteza. Eles foram nossos heróis. Enfrentaram toda aquela água. Meu irmão foi na frente para me mostrar que eu podia atravessar. E eu fui logo depois com outro bombeiro.
ZH – O que você diria a ele?
Raquel – Só tenho a agradecer. Infelizmente aconteceu essa tragédia. Mas tenho certeza que ele veio ao mundo predestinado a salvar vidas. E essa missão ele cumpriu.
Entenda o casoAo tentar evitar assalto a uma mulher na zona norte de Porto Alegre, o tenente-coronel da reserva da Brigada Militar, Danilo Rozo, acabou baleado após trocar tiros com criminosos. Enquanto dois homens abordaram a mulher em frente a uma agência do Banco do Brasil, um terceiro viu a reação de Rozo e atirou contra ele.
Os disparos do oficial atingiram os ladrões, que foram encaminhados juntamente com ele ao Hospital Cristo Redentor. Cerca de uma hora depois, Rozo não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde. A família autorizou a doação de seus órgãos.
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