Ministra francesa disputa com candidato mexicano, Agustin Carstens.
Disputa foi aberta após saída de Dominique Strauss-Kahn, preso em NY
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta terça-feira (28) que o Brasil apoiará a candidata francesa, ministra Christine Lagarde, nas eleições para a direção do Fundo Monetário Internacional (FMI), marcadas para o fim deste mês.
O posto no FMI era ocupado por Dominique Strauss-Kahn, que renunciou após ter sido preso em Nova York sob acusação de ataque sexual a uma camareira de hotel. Concorre ao cargo, além de Lagarde, o candidato Agustin Carstens, presidente do BC mexicano.
Em comunicado, o governo brasileiro informou que "lamenta" que a "celeridade" [rapidez] do processo de seleção tenha dificultado o "aprofundamento dos debates", que, segundo avaliou, devem ser "transparentes e baseados no mérito".
O anúncio do governo brasileiro foi feito após os Estados Unidos confirmarem seu apoio à ministra das Finanças da França. Lagarde também obteve o endosso da China, Rússia, Indonésia, Egito e de várias nações africanas. Carstens tem o apoio do Canadá e da Austrália, que junto ao México, têm representação de 12% no conselho.
A decisão dá a Lagarde apoio explícito das nações que representam mais da metade dos votos do FMI, efetivamente evitando qualquer debate significante entre os 24 executivos do conselho, quando se reunirem no final desta terça-feira. Ela garantiu o apoio da maior parte das nações europeias antes mesmo da disputa ao cargo ser oficialmente iniciada, no final de maio.
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