
Andando despreocupadamente pelas ruas de Viamão, dei de cara com uma realidade que eu já senti na pele: o único hospital da cidade não tem condições de dar atendimento mínimo à população.
Em plena rua Isabel Bastos, às 19 horas e 30 minutos da segunda-feira, dia 20 de Junho de 2011, estava uma das inúmeras figuras inusitadas da cidade: o Enéas de Viamão, em carne, osso e barba.
O que ele fazia ali?
Enéas é um líder comunitário por natureza, figura muito querida no bairro Querência e, apesar de dar umas escorregadas no mundo político (associou-se ao governo municipal que sempre criticou, conquistando para a esposa um CC), continua trabalhando pelo seu povo como nunca.
Bom. Lá estava o nosso Enéas, carregando para o Hospital de Viamão, em seu Escort, uma senhora idosa que passava mal.
E aí ele me fez o convite: "venha dar uma olhada na emergência". O local, lotado, misturava nas cadeiras e na rua casos variados de idosos, adultos e crianças e suas mais variadas doenças, dores e problemas. Umas 40 pessoas, ou mais, porque havia ainda a ala dos convênios acima.
E para tudo isso, um médico. Um mísero médico. Tem gente que vai morrer naquela fila ali.
Mas até que esta gente aí teve um pouco de sorte. Há algum tempo, eu levei minha filha Camila até ali e não havia pediatra. Nem na hora, nem depois, nem enfrentado fila: simplesmente não tinha. Só que, claro, eu tinha meu fiel Del Rey 88, que é uma lata velha mas me leva para os hospitais da capital.
- Mas Enéas, por quê tu não levas essa senhora para a PUC?
- Porque o SUS da PUC também está lotado até o limite.
Ah, claro! Eu esquecera que o Hospital São Lucas da PUC tem duas recepções, uma para convênios e outra para SUS. Se a dos convênios já vive lotada, imaginem a outra...
Viamão é isso. O hospital não tem condições mínimas de atendimento. É um local para se esperar a morte em cadeiras desconfortáveis de plástico. O governo municipal (esse mesmo que o Enéas apóia) não toma nenhuma atitude. Mas não sejamos hipócritas: a oposição faria melhor?
Enquanto os políticos ganham dinheiro ou criticam da tribuna, as pessoas comuns morrem. Até quando?
O que ele fazia ali?
Enéas é um líder comunitário por natureza, figura muito querida no bairro Querência e, apesar de dar umas escorregadas no mundo político (associou-se ao governo municipal que sempre criticou, conquistando para a esposa um CC), continua trabalhando pelo seu povo como nunca.
Bom. Lá estava o nosso Enéas, carregando para o Hospital de Viamão, em seu Escort, uma senhora idosa que passava mal.
E aí ele me fez o convite: "venha dar uma olhada na emergência". O local, lotado, misturava nas cadeiras e na rua casos variados de idosos, adultos e crianças e suas mais variadas doenças, dores e problemas. Umas 40 pessoas, ou mais, porque havia ainda a ala dos convênios acima.
E para tudo isso, um médico. Um mísero médico. Tem gente que vai morrer naquela fila ali.
Mas até que esta gente aí teve um pouco de sorte. Há algum tempo, eu levei minha filha Camila até ali e não havia pediatra. Nem na hora, nem depois, nem enfrentado fila: simplesmente não tinha. Só que, claro, eu tinha meu fiel Del Rey 88, que é uma lata velha mas me leva para os hospitais da capital.
- Mas Enéas, por quê tu não levas essa senhora para a PUC?
- Porque o SUS da PUC também está lotado até o limite.
Ah, claro! Eu esquecera que o Hospital São Lucas da PUC tem duas recepções, uma para convênios e outra para SUS. Se a dos convênios já vive lotada, imaginem a outra...
Viamão é isso. O hospital não tem condições mínimas de atendimento. É um local para se esperar a morte em cadeiras desconfortáveis de plástico. O governo municipal (esse mesmo que o Enéas apóia) não toma nenhuma atitude. Mas não sejamos hipócritas: a oposição faria melhor?
Enquanto os políticos ganham dinheiro ou criticam da tribuna, as pessoas comuns morrem. Até quando?
Nenhum comentário:
Postar um comentário