quinta-feira, 30 de junho de 2011

Comerciários fazem caminhada para reivindicar melhores salários


Comerciários fazem caminhada até a sede da Fecomércio. Clique e veja fotos 
Crédito: Bruno Alencastro

Centenas de comerciários de diversas cidades participaram, na manhã desta quinta-feira, de uma caminhada pelo Centro de Porto Alegre para reivindicar melhorias salariais. Com balões, bandeiras e faixas, os trabalhadores seguiram até a sede da Fecomércio. O ato foi organizado pela Federação dos Comerciários do Rio Grande do Sul (Fecosul). O slogan da mobilização deste ano é “Chega de Levar Balão. 14% Já. Comércio de bolso cheio, comerciário de bolso vazio.”

O presidente da Fecosul, Guiomar Vidor, destacou que o movimento é fortalecido diante do descaso que a categoria tem sofrido. “Tínhamos uma reunião marcada para amanhã com integrantes da Fecomércio e houve o adiamento em uma semana. Não podemos deixar o assunto morrer”, afirmou. 

Na última reunião com a diretoria da Fecomércio não ocorreram acertos. A entidade propôs piso salarial de R$ 625,00. A categoria pede que esse valor seja de R$ 750,00. Em relação ao índice de reajuste nos salários. também ocorreram distorções. A Fecomércio oferece 5,27%, sendo menor do que o índice da inflação do período dos últimos 12 meses, que foi de 6,44%. “Não temos como aceitar essa proposta. Está totalmente defasada e fora das nossas necessidades”, afirmou o presidente da Fecosul, destacando que o índice pedido pela categoria é de 14%.

Os comerciários querem ainda discutir outras necessidades da categoria – entre elas, a relação de trabalho aos domingos. “Temos que definir em conjunto, com aprovação coletiva dos trabalhadores, uma regra e não deixar da maneira como está, em que tudo está liberado”, disse o presidente da Fecosul. 

A definição em relação à licença-maternidade também está na pauta. A ideia é que seja fixado o período de 180 dias. Atualmente, o cumprimento deste prazo é facultativo. “Essa é uma mudança importante porque a maior parte da nossa categoria é composta por mulheres”, afirmou. No Estado existem 560 mil trabalhadores, sendo considerada a maior categoria de trabalhadores urbanos, segundo o Dieese.

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