domingo, 26 de junho de 2011

Chuva não desanima público da 15ª Parada Gay em São Paulo

O MASP é o ponto de partida da 15ª Parada do Orgulho LGBT - Paulo Liebert, AE

A chuva que caiu sobre a Avenida Paulista por cerca de 20 minutos no início da tarde deste domingo não desanimou o público que participa da 15ª Parada do Orgulho LGBT. A expectativa da organização é de que 3 milhões de pessoas participem do evento.

Os trios elétricos começaram a tocar por volta das 11h30min, mas até as 12h50min o desfile ainda não havia começado e eles permaneciam estacionados. Foi anunciada ainda a presença da ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário.

Parada Gay tenta resgatar seu viés político
O presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, Ideraldo Luiz Beltrame, afirmou durante entrevista coletiva realizada hoje que a maior demanda do movimento atualmente é, além da criminalização da homofobia, a garantia dos direitos das travestis e transexuais. Segundo Beltrame, parte dos homossexuais já é reconhecida pela sociedade, mas as transexuais ainda enfrentam sérios problemas.

A coletiva contou com a participação de representantes do movimento e autoridades oficiais. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse que a realização da Parada Gay é o exemplo mais emblemático de que na capital paulista prevalece o respeito à diversidade e à cidadania.

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, também esteve presente e elogiou o tema escolhido para a 15ª edição do evento, "Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!". A frase, que faz referência a um mandamento bíblico, havia sido criticada na ocasião de seu lançamento. 

A senadora Marta Suplicy criticou a atuação dos congressistas em relação ao pouco apoio dado às causas LGBT nos últimos anos e defendeu a aprovação do PL 122, que criminaliza a homofobia. 

A cantora Preta Gil, eleita diva da 15ª Parada Gay, chegou à coletiva "toda trabalhada no brilho", reforçando seu apoio à causa. Ela se disse honrada com o posto de diva e afirmou: "Espero poder participar da parada todos os anos, independente de ser diva ou não, apesar que eu acho que serei diva para sempre".

O presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, reafirmou o caráter político do evento.

— É uma festa da cidadania, não é só um carnaval fora de época — disse ele, que ressaltou: — Nós não queremos destruir a família de ninguém, queremos construir a nossa — ao comentar a união de casais homossexuais.

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