quarta-feira, 29 de junho de 2011

Prefeitura alerta para reforço na prevenção contra a gripe A

Dois casos da doença foram confirmados ontem em Porto Alegre

Ampliar os cuidados de prevenção é a única maneira de frear o avanço da gripe A e evitar o agravamento do quadro clínico de alguns pacientes. O alerta foi feito na manhã desta quarta-feira pelo coordenador da Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Porto Alegre, Anderson Lima. Na terça-feira, foram confirmados dois casos da doença na Capital, os primeiros deste ano. Além disso, a vigilância já recebeu 180 notificações. 

Lima destacou que neste início de inverno, a população deve manter a calma e reforçar os cuidados de prevenção, como lavar frequentemente as mãos, utilizar álcool gel 70% e evitar o contato direto com pessoas que possam estar doentes. Ao espirrar ou tossir, é preciso proteger o rosto. Além disso, Lima alertou que ao sentir os primeiros sintomas, as pessoas devem procurar com urgência o atendimento médico, evitando assim o agravamento do quadro clínico. 

A Vigilância emitiu alerta epidemiológico para que os departamentos de saúde tenham atenção maior em relação à doença. Com isso, os pacientes que forem identificados com os sintomas deverão começar o tratamento com o antiviral, que está disponível nas farmácias populares, hospitais e pronto-atendimentos. 

Em relação às vacinas contra a gripe A, o coordenador da vigilância lembrou que a campanha nacional de imunização ocorreu em maio, mas continua onde houver estoques. “Neste momento, não temos como garantir que exista vacinas disponíveis nos postos. Na sexta-feira, recebemos 10 mil doses do governo do Estado, que foram rapidamente distribuídas”, explicou ele. 

Existe uma expectativa de que chegue ao Rio Grande do Sul um lote de 30 mil doses, que seriam oriundas do Pará. “Independente da vacina, neste momento a atenção deve ser voltada aos cuidados de prevenção, para que a transmissão seja evitada efetivamente”, disse.

Sobre o cenário de expansão da doença, o coordenador ressaltou que dificilmente a situação de 2009 se repetirá. “Atualmente temos mais ferramentas de controle e combate, como a vacina, os remédios e a divulgação dos cuidados básicos de saúde. A população também está mais alerta sobre o assunto”, explicou Lima.

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