
A taxa de desemprego nas principais regiões metropolitanas do país recuou pelo segundo mês consecutivo em maio, de 11,1% em abril para 10,9% no mês passado, de acordo com dados da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pela Fundação Seade. Em março, o nível de desemprego ficou em 11,2%.
A pesquisa leva em conta o comportamento do emprego nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo, Distrito Federal e Fortaleza.
Em maio, houve a criação de 192 mil postos de trabalho nessas cidades e 151 mil pessoas entraram na força de trabalho, segundo o Dieese. Com isso, o contingente de desempregados foi reduzido em 40 mil.
Nas sete regiões investigadas pelo Dieese/Fundação Seade, o total de ocupados foi estimado em 19,7 milhões de pessoas. Já a PEA (População Economicamente Ativa) atingiu 22,1 milhões, de acordo com a pesquisa.
Na última quarta-feira (22), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que o desemprego em todo o país em maio foi o menor desde 2002, com taxa de 6,4%.
Entre as regiões metropolitanas, o desemprego diminuiu em São Paulo, Salvador, Recife e Distrito Federal, segundo o Dieese. Na Grande São Paulo, o desemprego saiu de 11,2% em abril para 10,7% em maio, de acordo com a pesquisa.
Por outro lado, quantidade de desempregados aumentou levemente em Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre.
Criação de empregos por setores
Das 192 mil vagas de trabalho criadas no mês passado, o comércio gerou 93 mil postos e encabeça o ranking dos setores. Na segunda posição, aparece a categoria de outros tipos de atividade, que engloba os empregados domésticos, com 59 mil empregos criados.
A construção civil, que inclui obras em infraestrutura, novas edificações e reformas e reparação de edificações, gerou 24 mil empregos nas sete regiões metropolitanas, segundo a pesquisa. O setor de serviços criou 14 mil postos de trabalho, e a indústria contratou 2.000 novos profissionais
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