
Com apenas 18 anos e dando seus primeiros passos na Seleção Brasileira, o meio-campista Lucas é um jogador em construção. Da mesma maneira que seu talento é inquestionável, o jovem às vezes abusa das jogadas individuais. A seu favor conta a percepção de que precisa corrigir esse vício e a naturalidade com que trata o assunto.
"Essa é minha característica (partir para a cima), mas eu tenho que saber dosar um pouco. Sei que exagero às vezes. Tenho que aprender a dosar e isso vem com o tempo", disse o são-paulino, o mais jovem entre os 23 convocados por Mano Menezes para a disputa da Copa América.
Durante os treinos do último sábado, no Hotel Sofitel La Reserva Cardales, Mano Menezes conversou com Lucas antes de a bola rolar. Durante o treinamento, continuou pedindo para o jovem rodar a bola e evitar as arrancadas para cima da defesa adversária a cada domínio de bola.
Lucas ouve conselhos não só de Mano Menezes, mas também de seus companheiros de clube. Antes de se apresentar à Seleção, Lucas conversou com Rivaldo e Rogério Ceni, jogadores que já disputaram até a Copa do Mundo e deram dicas de como se portar no grupo.
"Eu converso sempre com os jogadores mais experientes no São Paulo, com o Rivaldo e com o Ceni. Eles só têm a acrescentar na minha vida. Ele (Rogério) falou pra eu me enturmar e disse que a responsabilidade é imensa", disse.
O garoto ainda tentará lidar com a natural empolgação por hoje ser um dos xodós do Brasil. No jogo em Goiânia contra a Holanda, teve seu nome gritado pela arquibancada ainda no primeiro. "Sobre a torcida foi uma emoção inesquecível. Nunca tinha acontecido comigo. Tão jovem e já ter este carinho é maravilhoso. Tenho que provar .
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